12.2.08

Roubo de obras de arte

11/02/2008 - 10h52 - Atualizado em 11/02/2008 - 12h10

Quadros roubados na Suíça valem US$ 160 milhões, diz polícia

Degas, Van Gogh, Monet e Cézanne foram levados de instituição em Zurique.
Pinturas de Picasso haviam sido roubadas dias antes em outro museu suíço.
Foto: Divulgação
Divulgação
'Amendoeira em flor', de Van Gogh (Foto: Divulgação)

Quadros de Cézanne, Degas, Van Gogh e Monet foram levados por um grupo armado neste domingo (10) de um museu de Zurique. A polícia, em entrevista coletiva, disse que as obras são avaliadas em US$ 162,5 milhões, corrigindo a informação inicial que estimava em US$ 91 milhões as pinturas roubadas.

A polícia afirmou que os quadros são "Conde Lepic e suas filhas" (1871), de Degas, "Rapaz de colete vermelho" (1888), de Cézanne, "Campo de papoulas perto de Vétheuil" (1879), de Monet, e "Amendoeira em flor" (1890), de Van Gogh.

Segundo as autoridades suíças, a ação ocorreu na Coleção E.G. Bührle, uma entidade privada com vários quadros impressionistas e foi empreendida por três homens armados com máscaras de esqui e roupas negras, que fugiram em um carro branco.

Um deles ameaçava a equipe do museu enquanto os outros dois recolhiam os quadros. Segundo a polícia, um dos homens falava alemão com sotaque eslavo. Foi oferecida uma recompensa de US$ 91 mil para quem fornecer informações que leve à captura do bando.


A Coleção Buehrle está localizada perto da Costa Dourada de Zurique, um conjunto de bairros ricos construídos à beira de um lago. Emil Bührle, já falecido, era uma das figuras mais polêmicas do mundo empresarial por ter vendido baterias antiaéreas para a Alemanha nazista, durante a Segunda Guerra Mundial.

O incidente ocorre poucos dias depois de dois quadros de Pablo Picasso, de valor estimado em cerca de US$ 4,5 milhões, terem sido levados de um centro cultural na cidade de Pfaeffikon, no leste da Suíça. A polícia se recusou a dizer se há conexão entre os dois roubos.

O valor das obras levadas no domingo transforma este roubo num dos maiores crimes do gênero dos últimos 20 anos. O maior roubo de quadros em território suíço havia acontecido em 1994, também em Zurique, quando foram levados sete quadros de Picasso da galeria Bollag, em um total de aproximadamente US$ 43 milhões.

www.oglobo.com

23.11.07

Enero en la Playa - Facto Delafé y las Flores Azules

A letra é bonita mas a música é muuito melhor.. aliás, um grupo que vale a pena pesquisar.

"tu piel es blanca como esta mañana de enero,
demasiado hermosa como para ir a trabajar,
sin pestañear, hablamos con el jefe un cuento chino,
y como niños, nos volvemos a acostar,
se supone que debia ser facil, tienes frio,
pero a veces lo hago un poco dificil, perdona, suerte, que tu ries y no te enfadas,
porque eres mas lista y menos egoista....que yo
todavia tienes frio?
bueno, cierra los ojos un minuto, que te llevo a un lugar:


imagina una calita, yo te sirvo una clara,
es verano y luce el sol, es la costa catalana,
y estamos trankilos, como anestesiados,
despues del gazpacho nos quedamos dormidos,
mirando el tour de francia, la típica tapa,
donde lance gana,
imponiendose al spring,
con un segundo de ventaja en el último suspiro, colgandose a sus hombros el mallot amarillo,
de nuevo al chiringito,
un bañito,
un helado de pistacho,
partida al futbolín,
lanzamos unos fribys,
jugamos a las cartas,
y acabamos cenando sardinas y ensalada,
bebemos dorados,
hablamos callados,
la luna, la sal, tus labios mojados,
me entra la sed y pido una copa,
y españa se queda en cuartos...en la eurocopa.

pero nos da igual, hoy ganaremos el mundial,
subimos a casa,
hacemos el amor,
y sudamos tanto que nos deshidratamos,
el tiempo se para,
el aire no corre,
mosquitos volando,
y grillos cantando,
y tu a mi lado,
muriendo de sueño,
cansada, contenta, me pides un cuento,
y yo te lo cuento,
mas bien me lo invento,
te explico que un niño cruzó el universo,
montado en un burro con alas de plata,
buscando a la estrella llamada Renata,
que baila una salsa con un asteroide,
llamado Julian Rodriguez de Malta,
malvado engreido,
traidor foragido,
conocido bandido en la via lactea
por vender estrellas independientes
a multinacionales semiespaciales

vivan las noches, del sol, la sal en tus labios
vivan las noches, del sol, la sal en tus labios

al principio, como siempre, dormimos abrazados,
y cuando ya suspiras, me retiro a mi espacio,
me gusta dormir solo...a tu lado...de la cama...esta cama...hoy repleta de mantas...
en esta mañana...fria...fria...fria...congelada...congelada..."

12.11.07

"Eu acho que no futuro todo o mundo vai ser artista"

Tom Jobim

8.11.07

Saudade: Das portugiesischste aller Gefühle gehört zu den „schönsten Wörtern der Welt“

Was ist wohl das schönste Wort der Welt?

Diese gar nicht so einfache Frage stellte sich das Berliner Institut für Auslandsbeziehungen zu Beginn diesen Jahres - und erhielt daraufhin Antworten von 2.469 Menschen aus 58 Ländern.
Aus allen Ecken dieser Erde drang das Gewisper und Gemurmel der schöner, geheimnisvoller und ausdrucksstark
er Wörter nach Berlin.
Die vom Institut für Auslandsbeziehungen eingesetzte dreiköpfige Jury hatte also keine leichte Aufgabe zu bewältigen. Die ihrer Ansicht nach schönsten Wörter sammelte sie im "schönsten ABC der Welt" (hier geht es zum Download der Broschüre). Zehn Wörter aus diesem Weltalphabet wurden besonders hervorgehoben: Das Rennen um das schönste Wort der Welt machte das türkische Yakamoz („die Widerspiegelung des Mondes im Wasser").

Doch auch ein Beitrag aus Portugal landete weit vorne, auf dem sechsten Platz: Die Saudade. Zu Recht. Denn Saudade ist ein unübersetzbares Wort - und doch ein universelles Gefühl, das wir alle vielleicht schon einmal verspürt haben.

Das Wort Saudade spürt der Melancholie, dem gefühlten Loch im Herzen nach, das uns bei der Sehnsucht nach einem Menschen oder einer geliebten Sache beschleicht. Besser also, man nähert sich der Saudade nicht mit dem Wörterbuch - sondern lässt sich vom Klang des Wortes treiben: Sau - da - de.
Oder, wie die Brasilianer sagen, Sau - da - dadji. Da klingt bereits viel durch: Einsamkeit (abgeleitet vom lateinischen solitate), Ferne, abgerundet mit dem weichen, versöhnlichen Klang des Portugiesischen.
Entstanden ist der Begriff der Saudade vermutlich irgendwann zwischen dem 12. und 15.Jahrhundert. Ihre erste große Blüte erlebte die Saudade während der großen portugiesischen Entdeckungsreisen, als Seefahrer wie Daheimgebliebene den Schmerz der Entfernung und Einsamkeit verarbeiten mussten.


Später sprang die Saudade auch nach Brasilien über, wo das Gefühl ebenso wie in Portugal mit Hingabe gepflegt wird. Saudade ist also immer auch die Einsamkeit und Sehnsucht nach jemand oder nach etwas. Nach dem nicht ganz Fertigen, das einem zum Ganzsein fehlt. Und damit ist die Saudade auch ein positives Gefühl, denn in ihr schwingt eine tiefe Verbundenheit mit anderen Menschen über die weitesten Entfernungen hinweg mit. Portugiesische Boote tragen oft den Namen Saudade - und hier, auf dem Meer, ist die Saudade wohl auch entstanden.

Viel später, im 19. und 20. Jahrhundert, griffen auch die portugiesische Musik und Literatur das Motiv für sich auf.
Die ganze Idee des Fados basiert letztendlich auf Saudade - und nicht wenige Stücke führen sie im Titel oder im Text. Und auch so manch ein Dichter spielte mit dem sehnsuchtsvollen Gefühl: Zu Beginn des 20. Jahrhunderts entwickelte der Poet Teixeira de Pascoaes mit einigen Gesinnungsgenossen die Bewegung des Saudosismo, die eine Wiedererweckung der portugiesischen Kultur zum Ziel hatte. Einer der gemeinsamen Nenner in dieser Bewegung war die Rückbesinnung auf das Gefühl der Saudade, das hier bis hin zur Rolle als "vergeistigte Liebe" weit überhöht wurde.
Und auch heute gehört die Saudade zu den Mysterien der portugiesischen Kultur.

Noch immer suchen die Übersetzer dieser Welt nach geeigneten Entsprechungen: Ist es das finnische kaiho, das ein ähnlich gelagertes Gefühl ausdrückt? Oder die vielleicht dann doch sehr deutsche, romantisch überlagerte Sehnsucht?

Jede Annäherung ist unzureichend - und so gilt "Saudade" nicht nur als eines der schönsten, sondern auch als eines der "unübersetzbarsten" Wörter der Welt: In dieser, vor drei Jahren von britischen Linguisten entwickelten Liste, belegte die Saudade ebenfalls einen Spitzenrang: Platz sieben, nur knapp hinter der holländischen Gemütlichkeitswelt von "gezellig" - welch ein Gegensatz.

5.11.07

moments of reflection

Será que me interesso tanto pelas formas de transmissão do conhecimento e exposição a experiências porque não me adaptei àquelas que foram usadas comigo?
Fui eu que não me adaptei? Quem é responsável por isso?

Interesso-me por isto para que os outros não cresçam como eu cresci? Para que sejam mais livres? Ou para me "curar" a mim mesma?

Acredito que a busca pela nossa liberdade, pelo conhecimento tem de começar quando nascemos e tem de ser possibilitada por quem nos "educa".
É um processo demasiado complexo para que só possa ser iniciado numa fase adulta.

A minha quase obsessão por educar deriva da frustração de não me terem educado como eu desejava?

28.9.07

Boa Sorte, Good Luck

Ando viciada nesta música desde que cheguei a Berlim. Tem muito a ver com os meus últimos tempos.


"É só isso, não tem mais jeito
Acabou, Boa sorte
Não tenho o que dizer
São só palavras
E o que eu sinto não mudará

Tudo o que quer me dar
É demais, É pesado, Não há paz

Tudo o que quer de mim
Irreais, Expectativas, Desleais

That’s it, there is no way
It over, Good luck

I have nothing left to say
It’s only words
And what l feel, won’t change

Tudo o que quer me dar / everything you want to give me
É demais / It too much
É pesado/ It’s heavy
Não há paz / There is no peace

Tudo o que quer de mim / All you want from me
Irreais / Isn´t real
Expectativas / Expectations
Desleais

Mesmo, se segure
Quero que se cure
Dessa pessoa
Que o aconselha

Há um desencontro
Veja por esse ponto
Há tantas pessoas especiais

Now even if you hold yourself
I want you to get cured
From this person
Who poisoned you

There is a disconnection
See through this point of view
There are so many special people in the world
so many special people in the world in the world

All you want... All you want
Tudo o que quer me dar / Everything you want to give me
É demais / It too much
É pesado / It’s heavy
Não há paz / There is no peace

Tudo o que quer de mim / All you want from me
Irreais/ Isn’t real
Expectativas / Expectations
Desleais

Now we´re falling into the night
Um bom encontro é de dois"

23.9.07

Desafinado - J. Gilberto e Tom Jobim

Esta foi a música que deu origem à Bossa Nova.
Ver estes dois juntos relembra-me que a Arte é uma energia superior. Os artistas são o canal de expressão entre Ela e nós.

22.9.07

"Man is the controler of the universe"


Fui ver a exposição do Damián Ortega à galeria da DAAD e fiquei fascinada.
Só estavam duas obras em exposição: o Pico cansado e o Man is the controler of the universe.
A primeira já conhecia, ela viajou comigo. Vê-la exposta deu-me uma sensação estranha por aquela espécie de picareta haver estado no meio das minhas coisas e depois encontrá-la ali exposta naquela galeria.

O que me impressionou realmente foi a escultura Man is the controler of the universe.

O títilo desta escultura é uma referência ao mural que Diego Riviera, em 1933, pintou no Rockefeller Center. Este mural foi mandado destruir, antes ainda da sua conclusão, pelo próprio Nelson Rockefeller que o havia encomendado, porque Riviera pintou um retrato enorme do Lenin.
Este episódio da vida de Riviera está bem retratado no filme Frida, de Julie Taymor.


Durante o programa de residência atribuído pela DAAD
, Damián recolheu inúmeros serrotes, facas, serras, etc de vários "Flohmärkte" as famosíssimas feiras da ladra de Berlim.
Estes utensílios estão suspensos por fios de nylon vindos do tecto e no todo formam um globo com quatro entradas, semelhante uma bola de quejo cortada em cruz. No centro há um espaço vazio, onde nos podemos colocar e apontar em todas as direcções, como se fosse possível atingir qualquer alvo a partir daquele ponto.
Estando no centro da escultura senti que podia atacar, ferir ou controlar o que quisesse. Com ironia, Damián Ortega reforça-nos a falsa ideia da superioridade humana em relação ao universo.

19.9.07

Hamburger Bahnhof - Berlin


Na passada quinta-feira (o dia para ver museus em Berlim) voltei ao meu museu favorito desta cidade, o Hamburger Bahnhof.
Tem um arquivo enorme do Joseph Beuys, juntamente com obras da Candida Höfer, Cindy Sherman, Warhol, Lichtenstein e foi lá também que vi uma exposição fantástica, há cerca de um ano atrás, do Felix Gonzalez-Torres.
Deixo-vos o texto de apresentação das suas colecções e como se formaram. Quando vierem a Berlim não deixem de lá ir.

"The Hamburger Bahnhof – Museum für Gegenwart was opened in 1996 as the new »museum for the present« of the Staatliche Museen zu Berlin, following a lengthy phase of reconstruction and conversion orchestrated by the architect Josef Paul Kleihues.

Built in 1847 as the terminal of the Hamburg-Berlin railroad line, and converted into a transport and building museum in 1906, the Hamburger Bahnhof – following more than four decades of dereliction in the aftermath of World War II – had now found a new calling within the association of state museums. As a museum for the present, the Hamburger Bahnhof’s profile extends beyond the presentation of fine arts to encompass a range of aspects which have come to be associated with art in contemporary society: media, everyday culture, discussions, music, performances, and readings.

Here it is appropriate to remember that the transformation of the Hamburger Bahnhof into a modern museum was largely due to a move by the Staatliche Museen zu Berlin – as owner of the building – to provide private collectors, in particular Erich Marx, with an interesting location in the new capital in which to show their collections. In return, Erich Marx placed his quality collection at the disposal of the Staatliche Museen zu Berlin in the form of a long-term loan.

Outstanding ensembles by internationally acclaimed artists such as Andy Warhol, Cy Twombly, Robert Rauschenberg, Roy Lichtenstein, Anselm Kiefer and Joseph Beuys provide the foundation of this collection, and, together with key works belonging to the Nationalgalerie and other museums, have played an integral part in exhibitions at the Hamburger Bahnhof.

It did not take long for the »Museum für Gegenwart Berlin« to achieve renown as both a centre for international contemporary art and an attractive venue for all manner of discussions, readings, music performances and film screenings.

Beyond maintaining the Marx Collection’s links to Berlin, both the City and the Staatliche Museen zu Berlin have shown an ongoing interest in bringing to light relatively unexposed works in the state collections of 20th and 21st-century art, and making them accessible to a wide audience.

The Joseph Beuys Media Archive, which is incorporated into the Hamburger Bahnhof, plays a central role in the realisation of this objective. The archive’s main task is to collect and archive existing film and sound material by and about Beuys, and to make this material available to the public. In 1999, the gift of a large collection of video works by Mike Steiner substantially expanded the profile of the archive.

The acquisition of the Marzona Collection in 2002, with its focus on Minimal Art, Concept Art, Land Art and Arte Povera, paved the way for a new, comprehensive overview of key positions in contemporary, process-oriented art after 1960. The patterns of development, the relationships and contrasts between the various movements and works could now be analysed, researched and presented in exhibitions. In addition to his art collection, Egidio Marzona placed his sizable collection of photos, flyers, films, videos, posters, manuscripts and artists’ books at the museum’s disposal, opening up a whole new field of research particularly attractive to young art historians.


In 2004, through the presence of the Friedrich Christian Flick Collection, on loan to the museum for an initial period of seven years, the Hamburger Bahnhof has changed its image again. Having been abandoned due to a financial shortfall in 1996, the Hamburger Bahnhof’s original plans to construct a pendant to the Kleihueshalle on the western side of the museum have now – in the form of the Rieckhallen (a 300-metre-long former warehouse) – come to fruition on an even grander scale than envisaged. For the meantime, the new exhibition space is home to the largest private collection of contemporary art in the world including over 2,000 works of art by around 150 different artists. Comprising groups of works by esteemed European and North American artists such as Marcel Broodthaers, Marcel Duchamp, Duane Hanson, Candida Höfer, Mike Kelly, Martin Kippenberger, Bruce Nauman, Jason Rhoades, Pipilotti Rist, Thomas Ruff, Cindy Sherman, Luc Tuymans, Jeff Wall and Franz West, the collection is to be shown in a series of exhibitions spanning the seven-year loan period. The new addition thus promises to be a substantial expansion of the collection and exhibition structure of the Hamburger Bahnhof."